segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Estudo do Meio em Paranápiacaba

No dia 17 de outubro de 2010, os alunos dos 6º semestres (tarde e noite) do Curso de  Pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, seguiram para Paranápiacaba com o objetivo de realizarem um Estudo do Meio, organizado pelo professor da disciplina de Fundamentos e Metodologia de História e Geografia, Dr.Cássio Másculo, juntamente com outros professores doutores convidados, Adriana Camejo, Paulo Fraga e Adriano.

Para organização do estudo recebemos a orientação de levar como material de apoio, cadernos para anotações, máquinas filmadoras/fotográficas para registros documentais, capa de chuva ou guarda-chuva para nos protegermos da constante neblina que paira pela cidade ou da própria chuva que estava prometida para aquele final de semana, que felizmente só foi aparecer quando já estavamos de volta.

Outra orientação colocada pelo profº Cássio, foi a de que nos dividissemos em grupos e que cada um destes propusessem um tema a ser pesquisado e observado durante o Estudo do Meio.
Nosso grupo composto pelas alunas Samira Carbone, Ana Cristina e Fernanda Gomes decidiu pesquisar sobre "A História da Infância em Paranápiacaba", como essa se dá nos dias atuais e quais seus sinais facilmente notados ao chegarmos a cidade, assim também o seu lado oculto.

Nos dividimos cada uma em suas funções Samira responsável pela capitação de imagens, Ana pelas anotações e possíveis entrevistas e Fernanda pela pesquisa extra Estudo do Meio, sendo que, todas trabalhamos na discussão e construção deste relato.

Durante o caminho foi observado, (como sugerido pelo professor) a mudança da paisagem, que começou totalmente urbana, com a visão de prédios e fábricas, algumas abadonadas outras ativas, mas com arquitetura antiga, da época indústrial do Estado, e ao decorrer do caminho essa paisagem foi ficando cada vez mais arborizada, interiorânea, até que finalmente e totalmente serrana.

E desde então começamos a procurar vestígios de infância, três estações antes de Rio Grande da Serra, ultima estação que desembarcamos do trêm, saido da Estação da Luz, um quintal com tricículos surrados e uma balança improvisada com pneus.

Ao chegar na cidade, a principío nada de vestigios de infância, nem mesmo sinal de seus principais atores e sujeitos, as crianças, mas tudo bem, pensamos: "domingo de manhã, neblina...daqui a pouco elas surgiram."
Nem pensar, as poucas crianças que vimos estavam a passeio na cidade. Ao chegarmos próximo ao Clube União Lira Serrano, avistamos um parquinho de praça, depois próximo ao Antigo Mercado, um garoto correndo no final da rua, que logo entrou em sua casa.

Pensamos em desistir do tema, porém chegamos ao seguinte raciocínio: "queremos abordar a infância e constatar tudo sobre ela nesta cidade, e se a sua ausência ou falta de destaque forem dados evidentes, não deixa de ter relevância para a construção histórica da infância em Paranapiacaba, muito menos para o nosso estudo, o objetivo é constatar dados observados.

Assim seguiu nosso estudo,  ao chegarmos ao local do lanche, aproveitamos para entrevistar Dona Francisca, uma das ou a moradora mais ilustre da cidade, procuramos saber se esta nasceu ou cresceu na ciadade, respondendo-nos que sim, que nasceu e cresceu, lhes pedimos que nos desse um relato falando de sua infância na cidade. (conferir vídeos, ordem invertida começar debaixo para cima).

Depois da entrevista com Dona Francisca, e do momento da confraternização, onde cada aluno levou um prato de doces ou salgados para compartilharem os alimentos entre si, seguimos para "Casa do Engenheiro Chefe", mais conhecido como "Castelinho", onde registramos fotos antigas datadas no começo do século XX, onde mostravam crianças em ambiente familiar e escolar. As fotos descreviam o que outras fotos  daquele momento histórico pra tráz descreveriam, crianças vestidas como pequenos adutos, sem muita expressão pousando para fotos "comportadamente".

E hoje? Ainda encontramos crianças que se vestem como adultas? Que pousam artificialmente para fotos, e se expressam na maioria da vezes como adultas? Quem impoe este comportamento caso ele exista? E de que forma? Abaixo estamos compartilhando o texto "O Conceito de Infância Segundo Phelippe Ariès"escrito pela Pedagoga Juliana Barcelli, onde nos traz questões sobre a construção histórica da infãncia, e também aproveitando, como não seria diferente em bons estudos históricos, para fazer uma ponte com o contexto atual e global da  infãncia nos dias de hoje e suas similariedades e discrepâncias com a infãncia do passado.


Continuando nosso relato, o grupo verificou que não foi possível verificar com mais afinco históricamente e espacialmente a temática infància em Paranapiacaba, com o pouco tempo que tivemos, porém o grupo buscou trazer alguns vestigios e até mesmo a crítica do quanto esta foi deixada de lado por muito anos, por historiadores e pesquisadores de uma forma geral, não só em Paranapiacaba, mas na construção histórica da infância da humanidade em diversos lugares do mundo.

Porém, mesmo sabendo que o foco histórico de Parabiacaba sejam a época da industrialização, as ferrovias, a colonização inglesa e seus aspectos geograficos como cidade serrana, o que mais valeu a pena, foi exercitar o olhar para a infância, não esquecê-la, não deixá-la de lado, como pedagogas o grupo entendeu a importância deste movimento, já que a infância é uns dos nossos objetos de estudo, assim como seus sujeitos, mais conhecidos como crianças, um não existe sem o outro e ambos estão presentes na maioria de nossas ações dentro desta profissão.

E assim queremos seguir na construção desta pagina, partindo deste pressuposto que, quanto mais o sujeito conhece o seu objeto de estudo, mais capaz este será de agir e transformar acertivamente sobre este objeto, que tem por traz dele seres humanos, carregados de valores, necessidades, qualidades, defíciências e capacidades, principalmente de ensinar e aprender um com o outro.





"Passei minha infância aí em Paranapiacaba. Me emocionei ao ver as fotos das ruas, cachoeiras e casas onde eu brincava nos fins de semana. Hoje moro em Fortaleza, perdi contato com o único parente que talvez ainda more aí. Seu nome é Josias Baeta e seu filho, João Baeta. Meus tios trabalharam com os ingleses na construção da ferrovia...tenho muita vontade de voltar aí e mostrar esse paraiso ao meu neto e minha filha. Obrigada, muito obrigada por ajudar a conservá-lo"
 (Fosca M.Varoli - 4 de outubro de 2010 09:05 ) (Comentário e imagens colhidos no blog: hhttp://come-se.blogspot.com)






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